Planeamento Familiar Natural
SEXUALIDADE ECOLÓGICA:
Métodos de regulação natural da fertilidade marcam a diferença
 
A fertilidade humana não tem uma dimensão meramente biológica. Mulher e homem são seres racionais e livres, capazes de amar. O filho é a consequência do amor de um casal. A função reprodutiva humana não obedece a um instinto, como no caso dos animais, pelo que o casal pode, e em certas ocasiões deve, regular a sua actividade reprodutora. Verificam-se com frequência circunstancias que aconselham um casal a espaçar o nascimento dos filhos, por um tempo determinado ou indefinido, quer seja para o bem do próprio casal, dos filhos já nascidos, quer para o bem da própria sociedade. A regulação da fertilidade deve respeitar sempre a dignidade da pessoa. Isto refere-se não só às pessoas do casal, como também ao valor da vida humana que nasce. 
 
Existem dois grandes tipos de métodos para regular a fertilidade: os artificiais e os naturais. Entendem-se como artificiais todos aqueles métodos que introduzem qualquer manipulação externa no acto sexual ou no processo reprodutor, a fim de tornar estéril esse acto; por métodos naturais designam-se todos os métodos sem qualquer manipulação externa do acto sexual ou do processo reprodutor, que se baseiam na identificação dos períodos férteis e inférteis do ciclo menstrual feminino. 
 
Na sociedade ocidental a larga maioria dos casais opta pelos métodos artificiais para regular a fertilidade. Mas existem inúmeras razões para considerar que essa opção se revela, a médio prazo, prejudicial para a saúde da mulher e para a harmonia da vida amorosa do casal. A maioria das usuárias dos anticonceptivos, orais e injectáveis, desconhece a lista de efeitos secundários desses medicamentos. Embora esses efeitos variem consoante a composição dos anticonceptivos, é unanimemente admitido, entre os especialistas, o aumento de risco de acidentes vasculares cerebrais e de alterações circulatórias entre as usuárias de anticonceptivos. Nos países escandinavos o consumo da pílula diminuiu, pelos seus riscos para a saúde da mulher, em cerca de 70 %, ao longo da última década. Por outro lado, o uso prolongado destes anticonceptivos, ou o recurso a métodos cirúrgicos tais como a laqueação de trompas, provocam uma esterilidade irreversível, da qual por vezes as mulheres se vêm a arrepender. 
 
De certeza que as mulheres prefeririam um método de utilização simples, facilmente reversível (muitas mulheres têm grandes dificuldades para engravidar quando decidem ter um filho depois de usar durante largos períodos anticonceptivos), barato, e efectivamente eficaz para evitar a gravidez… O problema é que, para a maior parte dos casais, esse método não existe; não existe porque desconhecem que exista qualquer método que cumpra estes requisitos. Então a alternativa é encharcar as mulheres em químicos ou outras soluções artificiais para alterar a fertilidade natural. 
 

Procuramos sensibilizar as novas gerações para a importância de uma vida saudável, promovemos o consumo de frutas e verduras biológicas, a prática desportiva, condenamos o tabaco e desincentivamos o recurso a corantes e conservantes. Paradoxalmente incutimos em mulheres e jovens a ideia de que uma sexualidade saudável e responsável passa pela introdução no corpo feminino de aparelhos, espumas e complexos hormonais. Para a maioria dos casais não resta outra alternativa do que arriscar a saúde da mulher, a troco da tranquilidade de poder exercer o acto sexual sem qualquer medo de uma gravidez…
 
Recorrer aos métodos naturais é uma forma de união e de promover o diálogo entre o casal. O homem aprende a conhecer e a respeitar o corpo da mulher, acompanhando-a no seu ciclo natural. É uma forma mais autêntica de exprimir o amor, tanto quando exercem o acto sexual como quando, por comum acordo, se privam de o exercer. Como dizia o psiquiatra Victor Frankl, “o amor não se entende como um efeito colateral do sexo, mas é antes o sexo uma maneira de expressar a experiência dessa união definitiva que se chama amor”.  
 
Os períodos de abstinência acabam sempre por existir na vida de um casal, e são até um bom treino para a vivência da fidelidade. Por exemplo, num pós-parto, em períodos de separação forçada dos cônjuges por motivos profissionais ou outros, ou até por alguma restrição de saúde. O verdadeiro amor não se empobrece com estas restrições, antes se fortalece e purifica. Saber esperar pelo momento em que o acto sexual pode ser vivido, é uma demonstração de amor ao outro. Significa transmitir ao outro a mensagem de que aquilo que queremos é a pessoa do outro, não apenas pelo prazer momentâneo e fugaz de uma relação sexual, mas sim pela presença plena da sua pessoa em toda a nossa vida. O amor atravessa toda a vida dos cônjuges, e não apenas a sua vida sexual. Saber esperar, por amor ao outro ou pelos filhos já nascidos do amor mútuo, é mostrar que em todos os momentos, e também na vida sexual, se procura o bem do outro, e não a própria gratificação e o prazer, liberto das consequências das opções que se fazem. 
 
Os números revelam que, quando os métodos contraceptivos falham – porque nenhum método é 100% eficaz -, muitas vezes se recorre ao aborto. Um estudo realizado em 2002 nos EUA revelou que as mulheres que utilizavam o planeamento familiar natural apresentavam taxas de aborto e divórcio muito abaixo da média (0,2%). Também revelou que 75% dos casais entrevistados usuários de métodos de planeamento familiar natural consideram o seu casamento totalmente feliz (19%) ou muito feliz (56%), contra 15% de casais utilizadores de métodos contraceptivos que respondem da mesma maneira (3% - totalmente feliz; 12% - muito feliz).
 
Como posso ter mais conhecimentos sobre os métodos naturais de regulação da fertilidade?
 
Frequentando um dos cursos da Associação família e Sociedade (ver cursos)
 
Como posso ter acompanhamento para aprender os métodos de autoobservação?
 
Contactando a Associação Família e Sociedade  – por e-mail ( Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar , telefone (21 314 95 85)  – e pedindo para marcar uma consulta com uma das nossas monitoras credenciadas.
 

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