saúde reprodutiva
Doenças Sexualmente Transmissíveis
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De acordo com os últimos dados oficiais, as doenças sexualmente transmissíveis, vulgarmente conhecidas como DST, apresentam indicadores preocupantes em Portugal, nomeadamente o número de mortes associadas a essas doenças. 

A partir dos anos 80 deu-se um recrudescimento de todas estas doenças. As doenças mais frequentes são a Clamydia e o do Papiloma Vírus Humano. As DST deixaram de estar limitadas aos tradicionais grupos de risco, como as franjas desfavorecidas da sociedade, os frequentadores do sexo comercial, os toxicodependentes ou os homossexuais. São doenças que se tornaram frequentes em toda a sociedade.

Por outro lado, aparecem casos de contágio em população cada vez mais jovem.

Quando se é sexualmente activo, pode contrair-se uma destas doenças. Algumas causam sintomas, outras não; algumas manifestam-se imediatamente, outras só se manifestam muito depois da pessoa ter sido contaminada. Algumas têm um fácil tratamento e, nesse sentido, não são tão graves; outras podem originar problemas, como cancro, infertilidade, ou mesmo a morte. Por isso, convém estar bem informado acerca destas doenças.

FORMAS DE CONTÁGIO

Existem doenças que se transmitem predominantemente por relações sexuais, mas em que também existem outras vias de transmissão (cerca de 50% dos casos de contágio por Sida, no Ocidente, são através do contacto sexual; os restantes são por outras formas). Há doenças que só se transmitem por contactos sexuais. E existem outras em que a principal via de transmissão não são as relações sexuais, mas que também se podem contagiar por essa via. 

A existência de alguma doença sexualmente transmissível no organismo é facilitadora do contágio de outra, caso se tenham relações sexuais com um parceiro contaminado. 

A transmissão destas doenças em adolescentes do sexo feminino é facilitada pela imaturidade da produção de muco (ou secreções vaginais) pelo colo do útero. Essas secreções vaginais têm, entre outras a função de combater agentes infecciosos. 

AGENTES

Os principais agentes das DST são vírus ou bactérias, mas algumas vezes também podem ser outro tipo de agentes, como os parasitas: piolho púbico, Trichomonas vaginalis…

Bactérias
 
Treponena Palidum - TP (sífilis - cancro duro)

Hemóphilus Ducrey - HD (úlcera mole venérea) cancro mole

Clamydia Trachomatis - CT (línfogranuloma venéreo)

Neisseria Gonorreia (gonorreia) – NG

Virus

Papiloma Virus Humano - HPV

Herpes Símplex Virus - HSV (Herpes Simples - 2)

Virus da Imunodeficiência Humana -HIV 1 e 2

Vírus da Hepatite B - HBV

 
MEIOS DE DIAGNÓSTICO

- através de uma observação clínica
- análises de sangue, análise da lesão ou biopsia
- análises do exsudado vaginal, do endocolo ou da uretra, na mulher;
-análises do exsudado uretral no homem
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

-         os virus podem ser silenciosos sempre, durante meses ou anos, ou dar clínica subtil, que o doente não valoriza. Dão DST’s incuráveis. Têm pois um risco de transmissão aumentado, gerando número crescente de novos casos por ano. O HIV (Sida) e o Herpes 2 são incuráveis. O HBV nem sempre se consegue curar. O HPV tem uma probabilidade de cura de 60% a 80 %, mas o processo terapêutico é muito moroso e o vírus recorre com frequência. 

-         as bactérias: dão muito frequentemente lesões evidentes nos aparelhos genitais externos (e/ou interno na mulher); por vezes também na região púbica, face interna das coxas ou anal. Excepção: Clamydia que a este respeito se comporta como os virus (e portanto apesar de ser curável é o agente mais frequente das DST).

Manifestações clínicas dos virus, quando existentes

HV: “bolinhas de água” (vesículas)
      Ardor com irradiação a partir de lesão cutânea
      Pode dar dor nas relações sexuais
 
HPV: verrugas acuminadas e externas (as planas só se vêem com
        microscópio). Alteração no exame ginecológico com coloração e na
        colocitologia como rastreio do cancro do  colo do útero
        Pode dar dor nas relações sexuais
 
HIV: Queixas sistémicas (gerais, inespecificas). Infecções oportunistas
 
HBV: pode ser assintomático; pode ter sintomas gerais, inespecíficos
       (como de uma simples gripe); ou pode haver uma hepatite declarada,
       com náuseas, icterícia, etc
 
Manifestações clínicas das bactérias

TP   - úlcera(s)
 
HD
 
NG - exsudado vaginal purulento na mulher
       exsudado uretral purulento no homem
       Infecção do testículo
       Dor pélvica na mulher, que pode ser muito intensa
       Queixas urinárias
       Relação com: - Doença inflamatória pélvica
       Dor pélvica crónica
       Gravidez ectópica
       Infertilidade
Excepção: Clamydia T

Clamydia:

muitas vezes silenciosa (assintomática)
exsudado purulento do colo do útero/uretra no homem.
coitorragias
 
Esta doença é responsável por:
 
DIP – doença inflamatória crónica
Dor pélvica crónica
Gravidez ectópica
Infertilidade
 


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